A luz oblíqua das cinco da tarde no chão da sala

A luz oblíqua das cinco da tarde no chão da sala

Há um instante preciso na rotina de uma professora em que o silêncio da casa fala mais alto que as vozes do dia. Quando ajusto o foco manual da câmera para capturar os raios dourados que cortam o tapete, percebo quanto tempo deixamos passar sem reparar nos detalhes. A fotografia autoral nasce justamente desse desejo de pausar a apressada marcha das horas.

O ritual de desacelerar o olhar

Pegar a máquina fotográfica ao final da tarde virou meu refúgio pessoal e uma busca constante pela poesia do cotidiano. Não busco cenários grandiosos ou produções elaboradas, apenas a maneira como o sol se desdobra sobre as páginas abertas de um livro esquecido na mesa.

O valor do grão e da luz natural

A luz natural carrega uma honestidade que nenhum filtro artificial consegue replicar com exatidão. Ao registrar as sombras projetadas pelas cortinas, guardo comigo um fragmento de tempo que jamais se repetirá da mesma forma.